O vento da modernidade também soprou sobre Cotia provocando muitas
transformações... Mas... O que está aparecendo é o despertar de uma juventude que caminha em direção oposta ao legado da velha sociedade que chega ao seu fim. Quer dizer, [já se foi a época] dos adeptos de maio de 1968 [revolução studantil anárquica], e de sua ideologia relativista do "politicamente correto". De agora em diante, essa juventude quer escrever uma
nova História.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Há 520 anos as naus de Colombo aportaram na América…


Por Carlos Sodré Lanna, www.ipco.org.br
 
Pitura de José G. Alda, 1892
    
    Muita propaganda é espalhada contra os missionários e os colonizadores das Américas. Essa colossal onda publicitária — que se levanta contra tão gloriosa data, 12 de outubro de 1492, início da cristianização de nosso Continente — tende a contestar a própria missão dada por Nosso Senhor Jesus Cristo à sua Igreja “Ide, pois, e ensinai a todas as gentes” (Mt. 28, 18-19).
     Defensores do neotribalismo missionário e indigenista, os principais nomes da Teologia da Libertação têm condenado a conquista e a evangelização da América e protestam contra as celebrações comemorativas da descoberta triunfalmente empreendida por Cristóvão Colombo.
 
A falsa doutrina sobre a evangelização da América
     Em julho de 1986, reuniu-se em Quito (Equador) a II Consulta Ecumênica da Pastoral Indígena Latino-Americana. Representantes de 15 países do Continente lançaram um “manifesto indígena”.
     Nele se expressa, pela primeira vez com apoio católico, uma “recusa total das celebrações triunfalistas”.
     Para os delegados dos índios “não houve o tal descobrimento, mas uma invasão com suas implicações: genocídio pela ocupação, usurpação de territórios, desintegração das organizações sócio-políticas e culturais e sujeição ideológica e religiosa”.
     Da Associação de Teólogos do Terceiro Mundo, o ex-religioso franciscano Leonardo Boff e Virgilio Elizondo lançaram um manifesto contra a evangelização da América. Dizem eles: “No dia 12 de outubro de 1492 começou para a América Latina e para o Caribe uma sexta-feira santa de dor e de sangue, que prossegue até agora sem conhecer o domingo da Ressurreição. 1492 é a data dos conquistadores e não das populações autóctones. Não é a lembrança duma bênção, mas o pesadelo de um genocídio”. (*)
 

A verdadeira doutrina católica sobre a evangelização da América
     Em face das novidades que esses neomissionários querem nos inculcar, cumpre ouvir a voz da Igreja, a fim de melhor conhecer a verdadeira doutrina católica a respeito.
     Numa continuidade impressionante, os Romanos Pontífices pronunciaram-se sobre o tema à margem das controvérsias históricas, de modo a não deixar dúvidas.
     A Livraria Editora Vaticana publicou uma coletânea de 837 documentos papais somente do período 1493-1591, intitulada “Americae Pontificiae – Primi Saeculi Evangelizationis”, aos cuidados do Pe. Josef Metzler, diretor da Escola Vaticana de Paleografia. Ela reúne as bulas de Alexandre VI até Gregório XIV, conservadas no Arquivo Secreto do Vaticano, sobre a evangelização das Américas.
     Em sua célebre Bula “Inter Caetera”, de 3 de maio de 1493, Alexandre VI afirmava que “a Fé católica e a Religião cristã sejam exaltadas sobretudo em nossos tempos e por onde quer que se ampliem e dilatem, e se procure a salvação das almas, e as nações bárbaras sejam submetidas e reduzidas à Fé cristã”.
     Em 29 de maio de 1537, o Papa Paulo III, com sua “Pastorale officium”, condenava o comércio de escravos e afirmava que os indígenas deveriam ser considerados homens e não animais.
     Pouco depois, o mesmo Paulo III, no documento “Exponi nobis super fecisti”, concedia aos sacerdotes que trabalhavam nas Américas a faculdade de denunciar às autoridades os colonos que escravizavam os silvícolas do novo Continente.
     São Pio V, em carta de 10 de agosto de 1568, elogiava o zelo pela conversão dos índios manifestado pelo Rei da Espanha, Felipe II. O Papa acompanhava com vigilante atenção a idoneidade das nomeações de vice-reis e autoridades menores responsáveis pela evangelização e proteção dos aborígines americanos contra possíveis excessos cometidos pelos colonizadores.
     Confirmando a doutrina corrente na época, os Pontífices ratificaram o direito das nações ibéricas de colonizar a América e evangelizar seus habitantes. Para isso, delegavam responsabilidades e faculdades especiais aos reis de Portugal e Espanha, cuja reconhecida vocação apostólica exaltavam.
     Quem percorrer os documentos papais do primeiro século de colonização constatará o elogio feito à magna obra civilizadora. E também o minucioso cuidado da Igreja na correção dos abusos cometidos, pelo respeito aos direitos naturais dos índios e seu modo de vida no que tivesse de legítimo ou resgatável.
     O Papa Gregório XIII publicou nada menos do que 155 documentos e, Sisto XV, 102, quase todos destinados a fixar normas para favorecer a conversão dos índios.
     O IV Centenário do Descobrimento da América mereceu uma Encíclica do Papa Leão XIII, em 16 de julho de 1892, sob o título “Quarto abeunte saeculo”.
     Pio XII, em mensagem de 8 de janeiro de 1948, chamou o processo de evangelização da América de “epopeia missionária”.
     Ao encerrar o Simpósio Internacional sobre História da Evangelização da América, no Vaticano, em 14 de março de 1992, João Paulo II reafirmou os ensinamentos de seus predecessores e recapitulou os “fundamentos de uma colonização cristã” desenvolvidos por Frei Francisco Vitoria (1480-1546), dominicano espanhol da famosa Escola de Salamanca.
     O Papa lembra que o mestre dominicano explanou os direitos naturais dos índios como “seres racionais e livres, criados à imagem e semelhança de Deus, com um destino pessoal e transcendente pelo qual podiam salvar-se ou condenar-se”.
     O Pontífice destaca que, “conforme a doutrina exposta por Vitoria, em virtude do direito de sociedade e de comunicação natural os homens e povos melhor dotados tinham o dever de ajudar aos mais atrasados e subdesenvolvidos”. Assim justificava Vitoria a intervenção da Espanha na América.
     Nada mais contrário, pois, à posição dos neomissionários, do que o firme e ininterrupto ensinamento dos Papas a respeito da evangelização da América.

Notas:

(*) A Voz das vítimas, Ed. Vozes, Petrópolis, RJ, 1960
OUTRAS OBRAS CONSULTADAS:
1. Plinio Corrêa de Oliveira, Tribalismo Indígena, Ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI, Editora Vera Cruz, São Paulo, 1979.
2. Alberto Caturelli, El Nuevo Mundo – El Descubrimiento, La Conquista y la Evangelización de América y La Culturà Occidental, Centro Cultural Edamex, Cidade do México, 1991.
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Lançamento do livro "Psicose ambientalista" supera todas as expectativas

     No prestigioso Nacional Club de São Paulo, diante de um público que encheu o seu grande salão, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira – IPCO lançou o livro de D. Bertrand de Orleans e Bragança "Psicose ambientalista - Os bastidores do eco-terrorismo para implantar uma religião ecológica, igualitária e anticristã".
     O evento foi largamente aguardado pelo público, que virtualmente esgotou a primeira edição de 4.000 exemplares antes mesmo do lançamento.
     O Dr. Eduardo de Barros Brotero, diretor do IPCO, abriu a sessão em nome do presidente Dr. Adolpho Lindenberg, em viagem ao exterior. Ele explicou o histórico do Instituto e de seu fundador, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, na luta contra os erros infiltrados no mundo católico.
     Esses erros serviram de base para a promoção de uma Reforma Agrária socialista e confiscatória, meta almejada pelo comunismo internacional para oprimir o Brasil e aqui instalar sua ditadura de modo duradouro como fizera na infeliz Cuba.
     O Dr. Eduardo Brotero demonstrou ainda como o Dr. Plinio Corrêa de Oliveira freou essa manobra tão intensamente desejada pelo comunismo russo e seu satélite cubano, a qual infelizmente encontrou eco favorável na CNBB.
     Por sua vez, baseado em abundante documentação, o Dr. Antônio Augusto Borelli Machado, responsável pela edição do livro, descreveu os pontos de semelhança existentes entre a ofensiva agrorreformista de cunho marxista soviético e a ofensiva do ambientalismo hodierno.
     Dando prosseguimento à apresentação, o Dr. Carlos del Campo, Master em Economia Agrária pela Universidade de Berkeley, Califórnia, espraiou-se documentadamente sobre os absurdos das reformas ambientalistas promovidas pelos governos PT, notadamente no Código Florestal.
     O Dr. Del Campo mostrou o custo absurdo da aplicação de dito Código, que criminaliza o produtor rural com ‘reservas legais’ e APPs que condenam a produção agropecuária e o agronegócio brasileiro em geral.
     O expositor disse também que considera uma injustiça ovante o fato de o proprietário agrícola brasileiro ser punido com medidas como as promovidas pelo ambientalismo adotado pelos governos petistas, quando eles mereceriam um monumento em agradecimento pela sua contribuição para a grandeza do Brasil e a alimentação da Humanidade.
     No fim, fez uso da palavra o autor principal do livro, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil e líder do movimento “Paz no Campo”.
     Ele apontou a natureza visceralmente anticristã do atual movimento ambientalista, mostrando como o mesmo constitui um disfarce do velho agroreformismo marxista para tentar demolir a propriedade privada no Brasil e introduzir subrepticiamente o comunismo, cujas tentativas de implantação pelas vias clássicas fracassaram.
     O príncipe aduziu que nos encontramos diante de uma ofensiva que não é a mera substituição do velho marxismo, mas uma perigosa metamorfose deste, operada por meio de uma adaptação e evolução negativas das doutrinas stalinistas no sentido de promover uma religião panteísta igualitária e anticristã, a qual converge com as teorias mais radicais da Teologia da Libertação, também ela se recuperando sob a fachada “verde”.
     Trata-se, completou Dom Bertrand, de uma ofensiva verde por fora e vermelha por dentro, feita para enganar os incautos.
     Em face dessa ofensiva, a denúncia de "Psicose ambientalista - Os bastidores do eco-terrorismo para implantar uma religião ecológica, igualitária e anticristã" chega em momento mais do que oportuno.
     Nele, D. Bertrand, assessorado por uma equipe do IPCO, da qual se destaca o Dr. Del Campo, fez uma denúncia que ninguém fez, fato que explica o sucesso imediato da primeira edição do livro.
     O príncipe brasileiro sublinhou a gravidade da ofensiva atual da neo-religião marxista e da necessidade de os bons brasileiros responderem à altura da ameaça.
     Esta reação patriótica exige compreender a dimensão religiosa do embate em curso, a dimensão panteísta-materialista de que se reveste o ambientalismo, e a necessidade de apelarmos para os princípios básicos que fizeram a grandeza do Brasil.
     Entre estes, e em primeiro lugar, os valores cristãos inscritos nos Livros sagrados. Desde o Gênesis, onde Deus manda os homens submeterem a Terra e a explorarem para o próprio bem, até os ensinamentos do Magistério Pontifício que defendem o direito de propriedade.
     O Brasil é Terra de Santa Cruz e os brasileiros não podem ser apresentados como os predadores do Planeta, mas como os realizadores na ordem temporal dos ensinamentos de Cristo e da Igreja Católica a respeito da criação mineral, vegetal e animal.
     A apresentação do livro foi concluída com uma longa sessão de autógrafos e um coquetel. A prolongada e animada permanência dos convidados patentearam a adesão e o entusiasmo suscitados pelo livro.
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A verdadeira santidade é força de alma e não moleza sentimental

     No dia em que a Santa Igreja, e em especial o Carmelo de Cotia e todos os Carmelos do mundo, celebram a festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, prestamos nós também uma homenagem a esta pequena grande Santa, que nos apresentou a "pequena via", uma forma inédita de atingirmos a santidade. Santa Teresinha de Lisieux, rogai por nós!


A verdadeira santidade é força de alma e não moleza sentimental

     A Igreja ensina que a verdadeira e plena santidade é o heroísmo da virtude. A honra dos altares não é concedida às almas hipersensíveis, fracas, que fogem dos pensamentos profundos, do sofrimento pungente, da luta, da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo enfim.
     Lembrada da palavra de seu Divino Fundador, "o Reino dos Céus é dos violentos", a Igreja só canoniza os que em vida combateram autenticamente o bom combate, arrancando o próprio olho ou cortando o próprio pé quando causava escândalo, e sacrificando tudo para seguir tão somente a Nosso Senhor Jesus Cristo. Na realidade, a santificação implica no maior dos heroísmos, pois supõe não só a resolução firme e séria de sacrificar a vida se preciso for, para conservar a fidelidade a Jesus Cristo, mas ainda a de viver na terra uma existência prolongada, se tal aprouver a Deus, renunciando a todo o momento ao que se tem de mais caro, para se apegar tão somente à vontade divina.
     Certa iconografia, infelizmente muito em uso, apresenta os Santos sob um aspecto bem diverso: criaturas moles, sentimentais, sem personalidade nem força de caráter, incapazes de ideias sérias, sólidas, coerentes, almas levadas apenas por suas emoções, e, pois, totalmente inadequadas para as grandes lutas que a vida terrena traz sempre consigo.
*
     A figura de Santa Terezinha do Menino Jesus foi especialmente deformada pela má iconografia. Rosas, sorrisos, sentimentalismo inconsistente, vida suave, despreocupada, ossos de açúcar cândi e sangue de mel, eis a ideia que nos dão da grande, da incomparável Santinha.
     Como tudo isto difere do espírito vasto e profundo como o firmamento, rutilante e ardente como o sol, e entretanto tão humilde, tão filial, com que se toma contato quando se lê a "Histoire d'une Ame".
*
     Nossos dois clichês apresentam por assim dizer duas "Terezinhas" diversas e até opostas uma à outra. A primeira nada tem de heroico: é a Terezinha insignificante, superficial, almiscarada, da iconografia romântica e sentimental. A segunda é a Terezinha autêntica, fotografada a 7 de junho de 1897, pouco antes de sua morte, que ocorreu a 30 de setembro do mesmo ano. A fisionomia está marcada pela paz profunda das grandes e irrevogáveis renúncias. Os traços têm uma nitidez, uma força, uma harmonia que só as almas de uma lógica de ferro possuem. O olhar fala de dores tremendas, experimentadas no que a alma tem de mais recôndito, mas ao mesmo tempo deixa ver o fogo, o alento de um coração heroico, resolvido a ir por diante custe o que custar.
     Contemplando esta fisionomia forte e profunda, como só a graça de Deus pode tornar a alma humana, pensa-se em outra Face: a do Santo Sudário de Turim, que nenhum homem poderia imaginar, e talvez nenhum ouse descrever. Entre a Face do Senhor Morto, que é de uma paz, uma força, uma profundidade e uma dor que as palavras humanas não conseguem exprimir, e a face de Santa Terezinha, há uma semelhança imponderável, mas imensamente real. E o que há de estranhável em que a Santa Face tenha imprimido algo de Si no rosto e na alma daquela que em religião se chamou precisamente Tereza do Menino Jesus e da Sagrada Face?
 
Catolicismo Nº 30 - Junho de 1953 - Ambientes, Costumes, Civilizações

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

CHURCHILL E O ISLÃ

Sir Wiston Churchill aos 26 anos
     Todos sabemos da capacidade de discernimento e percepção de Sir Wiston Churchill e também que ele serviu o Departamento de Estado do Império Britânico durante muito tempo em países islâmicos. Vejam as conclusões a que ele chegou em... 1899 (!!!) sobre o Islã.
     (Aliás, não são diferentes das conclusões de Joseph Conrad, o nobre polonês que se naturalizou inglês, e se tornou um dos maiores escritores da língua inglesa.) 

CHURCHILL E O ISLÃ

Inacreditável, mas o discurso abaixo foi escrito em 1899!...
(confira em Wikipedia - The River War).

    
O breve discurso abaixo de Winston Churchill foi proferido por ele em 1899, quando ele era um jovem soldado e jornalista. Provavelmente estabelece a visão atual de muitos, mas expressa pelo lúcido Churchill, em seu texto em língua inglesa, da qual ele era um mestre, ganha notável realce. Sir Winston Churchill foi, sem dúvida, um dos maiores homens dos séculos XIX e XX.
     Ele foi um jovem soldado corajoso, um jornalista brilhante, um extraordinário político e estadista, líder aliado da II Grande Guerra e Primeiro-ministro britânico, para quem o mundo Ocidental há de ter para sempre uma grande dívida. Ele foi um profeta em seu próprio tempo. Morreu em 24 de janeiro de 1965, com a idade de 90 anos e, depois de uma vida a serviço de seu país, lhe foi concedido um funeral de Chefe de Estado.

ESTE É O DISCURSO:

     Quão terríveis são as maldições que o islamismo impõe a seus devotos! Além do frenesi do fanático, que é tão perigoso em um homem como hidrofobia em um cão, há essa apatia fatalista temerosa. Os efeitos são visíveis em muitos países: hábitos ultrapassados, desastrados sistemas de agricultura, lentos métodos de comércio e insegurança da propriedade sempre existem entre os seguidores do Profeta, em tese ou ao vivo.
     Um sensualismo degradado priva essa vida de sua graça e requinte, o próximo de sua dignidade e santidade. O fato de que no direito muçulmano cada mulher deve pertencer a algum homem como sua propriedade absoluta, como uma criança, uma esposa ou concubina, deve atrasar a extinção final da escravidão até que a fé do Islã tenha cessado de ser uma grande potência entre os homens.
     Muçulmanos individuais podem mostrar qualidades esplêndidas, mas a influência da religião paralisa o desenvolvimento social de quem segui-la.
     Nenhuma outra força retrógrada forte existe no mundo como ela. Longe de estar moribundo, o Islamismo é militante e sectário da fé. Ele já se espalhou por toda a África Central, levantando guerreiros destemidos em cada etapa; e apesar do Cristianismo abrigado nos braços fortes da ciência, e a ciência por si, contra os quais vêm lutando, a civilização da Europa moderna pode cair, como caiu a civilização da Roma antiga.

Sir Winston Churchill
(Fonte: The River War, first edition, Vol II, pages 248-250 London).

www.ipco.org.br
Churchill viu o monstro chegando...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Dom Orione: comentário profético sobre ataques à vida e à família

     São Luis Orione (1872-1940), que foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 16 de maio de 2004, uma das mais eminentes figuras do século passado pelo seu zelo na prática da caridade, enviou a primeira leva de seus missionários ao Brasil em 1913.
     Cotia tem o previlégio de contar em “suas terras” com a presença da Obra deste grande Santo, o Pequeno Cotolengo.
     No que diz respeito à legalização do aborto previsto no projeto de reforma do Código Penal Brasileiro, sobre a iminente aprovação pelo parlamento do país "mais católico", pelo menos de acordo com estatísticas oficiais sobre a administração dos sacramentos, da América Latina, o Vatican Insider fez algumas perguntas a Dom Flavio Peloso, Diretor Geral da "Obra Dom Orione".
     A entrevista concedida ao jornalista Giuseppe Brienza no dia 13 de setembro pp. revela que o Brasil mudou muito em comparação com os anos 20 e 30 do século passado, quando teve os primeiros contatos com Dom Orione e sua obra.
     Quanto ao problema da aprovação do aborto no Brasil, Dom Peloso mencionou que surgiram, nos arquivos da Obra, alguns escritos que demonstram a visão profética de São Luis Orione, antecipando os ataques que seriam feitos contra a família e a dignidade da mulher no século XX. Nos anos 20, D. Orione escreveu a respeito da nova situação social e cultural das mulheres:
   "É cristão, é caridoso ocupar-se da condição da mulher, ou melhor, da família cristã - observa Dom Orione. O ataque, por ora ainda latente, contra esta fortaleza social que é a família cristã, guardada e mantida pela indissolubilidade do casamento - prestai atenção - amanhã tornar-se-á furioso. O feminismo é uma parte importantissima da questão social, e o nosso erro, ó católicos, é o de não tê-lo entendido imediatamente. Foi um grande erro. O dia em que a mulher, libertada de tudo aquilo que chamamos a sua servidão, se tornar mãe segundo seu prazer, esposa sem marido, sem nenhum dever para quem quer que seja, naquele dia a sociedade desmoronará espantosamente rumo à anarquia, mais do que na Rússia desmoronou no bolchevismo".
     Desde que Dom Orione escreveu estas palavras houve avanços humanos e sociais. Mas esses sintomas alarmantes de individualismo e de fragmentação da família e da sociedade estão agora sob os olhos de todos, objeto de pesquisas e diagnósticos sociológicos.
     Resta perguntar quando nós católicos vamos começar a ouvir os apelos de Nossa Senhora em Fátima, no já longinquo ano de 1917, quanto à nossa conversão sincera. E, além disto, quando vamos procurar defender os princípios cristãos apoiando todos os movimentos que combatem pacificamente os inimigos da nossa Fé?

domingo, 16 de setembro de 2012

Jacob, o pequeno milagre, continua fazendo progressos

     Dois jornais britânicos, The Sun e The Burton Mail, e um jornal brasileiro, O dia, noticiaram o fato a seguir nos dias 12 e 16 deste mês.
 
     Inglaterra - Durante a gestação de gêmeos, Pippa, de 26 anos, teve um de seus filhos retirado por complicações vitais. O outro gêmeo permaneceu no ventre materno. Os médicos estimaram apenas 3% de chance de vida para a criança e por 12 vezes alertaram que a mulher deveria retirar (ou melhor, abortar!) o filho. Pippa [foto com o filho] negou todas as vezes e dizendo: "Onde há uma batida de coração, há esperança". Uma atitude que toda mãe verdadeiramente mãe deveria tomar.
     A criança nasceu e depois de algumas complicações e procedimentos cirúrgicos, Jacob Reed voltou para casa em Burton-on-Trent, Staffs, na Inglaterra. O bebê [foto] tem apresentado uma melhora diária, deixando os médicos cada vez mais surpresos.
-.-
     O pequeno milagre, que os médicos disseram que jamais nasceria, está de volta ao seu lar e dando passos de bebê em direção a uma recuperação.
     Jacob Reed foi entregue pelo Hospital The Priorylands, de Stretton, aos cuidados de seus carinhosos pais: Pippa, 26, e Tim Reed, 32, que assistiram com admiração como seu filho desafiou as probabilidades de sobrevivência que haviam sido estimadas em apenas 3%.
     "Nós o temos de volta casa pela terceira vez", disse sua mãe. "Esperamos que nosso bebê fique bom agora". "Ele é um bebê alegre, um menino travesso, e está indo bem. Ele está melhorando".
     Como The Mail relatou anteriormente, os médicos não deram chances de vida a Jacob e pediram 12 vezes que a mãe o abortasse!... Eles só aumentaram um pouco suas chances depois da perda de seu irmão gêmeo na 12ª semana de gravidez da Sra. Reed.
     Mas o "Lutador Reed", como o chama a avó Susan Stanley, desafiou os prognósticos sombrios e um fluxo interminável de problemas de saúde, para se agarrar à vida que, embora com dificuldades, está avançando para a normalidade.
     "Ele vai sempre me surpreender, não importa quantos anos ele tenha", disse a Sra. Reed, que está batalhando para estabelecer uma rotina com Jacob, depois de passar meses em hospitais desejando que ele sobrevivesse.
     Ao se perguntar se os médicos estão satisfeitos com os progressos de Jacob, a Sra. Reed disse: "Sim, eu penso que estão. Eles não dizem muito a este respeito".
     Por enquanto, pelo menos, o bebê está se esforçando para lidar com um problema mais comum. "Ele está na fase da dentição e está sofrendo", disse a Sra. Reed.
     Mas Jacob, que tem desafiado inúmeras complicações, diálise, transfusões de sangue, está vivo e para seus pais orgulhosos isto é tudo o que importa.
-.-
     Quantos casos semelhantes poderiam ser contados! Após diagnósticos falhos, quantas vidas foram salvas por mães dedicadas que rejeitaram com indignação o conselho de abortar seus filhos.
     Que esta mãe dedicada, que esteve sempre ao lado de seu filhinho enquanto ele lutava pelo direito de viver, seja um exemplo a seguir pelas mães verdadeiramente MÃES.


domingo, 9 de setembro de 2012

COMO ARRUINAR UMA DIOCESE EM 33 ANOS!

     Conforme anunciado pela mídia, o último senso apontou que em 50 anos houve uma redução de praticamente um terço dos católicos no Brasil! Talvez nosso país já não seja mais a maior Nação católica do mundo!...
     Para nossa grande consternação, o fato de católicos abandonarem a Igreja é causado por uma força autodemolidora instalada no próprio seio dEla, conforme já apontara o Papa Paulo VI em dezembro de 1968.
     Leiam a notícia abaixo e constatem o que ocorre em outra Nação, e reflitam sobre o seu símile no Brasil. 
COMO ARRUINAR UMA DIOCESE EM 33 ANOS!
Maria Dolores Ribeiro Orge 
     O Bispo de Rochester, USA, Matthew Harvey Clark foi nomeado para aquela diocese em 1979, e ainda ocupa o cargo. Em 15 de julho deste ano fez 75 anos de idade e está em Rochester há 33 anos. Um leitor enviou um balanço de seu mandato episcopal que foi publicado nos Estados Unidos.
     Os resultados dos 33 anos de “experimentos” do Bispo Clark com o catolicismo progressista são estes... e não são nada bonitos: 
- 93 de 200 paróquias, missões, estações e capelas fechadas (47%)
- 53 de 78 colégios de curso primário fechados (68%)
- 4 de 9 colégios de curso secundário fechados (44%)
- 220 de 238 religiosas no ensino foram embora (92%)
- 8 de 20 sacerdotes no ensino foram embora (90%)
- 33 de 33 religiosos no ensino foram embora (100%)
- 16130 de 21006 estudantes de curso primário em colégios católicos diocesanos foram embora (77%)
- 4355 de 7488 estudantes de curso secundário foram embora (58%)
- 28323 de 39402 estudantes de curso primário em colégios de religiosos foram embora (72%)
- 7165 de 8767 estudantes de curso secundário em colégios de religiosos foram embora (82%)
- Matrimônios católicos diminuíram 67%
- Matrimônios com cônjuges de diferente religião em cerimônia católica diminuíram 76%
- Batismos diminuíram 61%
- Assistência à missa dominical diminuiu um terço em 10 anos
- 251 de 341 sacerdotes ativos foram embora e os que ficaram caminham para a idade da “aposentadoria”
- Vocações quase nulas
- Número de católicos diminuiu em 16% enquanto que a população aumentou 3% nos últimos 33 anos 
 
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    Apesar dos números reveladores e das evidências, a obstinação em caminhar pelas vias do “progressismo”, da teologia da libertação, de práticas inspiradas no protestantismo pentecostal etc., é determinada.
     Por outro lado, vem crescendo o número de sacerdotes jovens que, apoiados no Motu Próprio de Bento XVI desejam celebrar a Missa Tridentina, usam batina etc. Eles entretanto enfrentam a má vontade e a incompreensão de muitos bispos que colocam toda espécie de dificuldades para permitir a celebração tradicional. Como resultado, são obrigados a celebrar fora das cidades, em condições precárias, e vivem na insegurança do que lhes pode acontecer por serem conservadores.
     O fato mais animador é que apesar de todas as dificuldades, estes sacerdotes atraem cada vez mais um público ávido pela Missa tradicional, que admira suas atitudes conservadoras e adotam também uma postura segundo os princípios da moral Católica de sempre.
     Nosso Senhor Jesus Cristo garantiu que “as portas do Inferno não prevalecerão contra Ela”, assim, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a única Igreja verdadeira do único Deus verdadeiro não será jamais vencida e, como nestes dois milênios de sua existência, triunfará sobre todos os seus inimigos internos ou externos.